sábado, 5 de dezembro de 2009

Aborígine apresenta o BSB Rap Festival

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Lançamento oficial do CD / Sarau adiado para JANEIRO



O Sarau Samambaia Poética é um projeto que vem sendo gerado há algum tempo. A proposta é que os grupos de Rap declamem suas canções e que o público possa debatê-las.

Neste primeiro momento a música fala mais alto e acontecerá o lançamento do CD 'Aborígine - Dia e noite. Dia açoite. Noite fria.' com participação de Poetas e do repentista Damião Ramos.

Uma noite pra ficar na história de Samambaia, periferia no Distrito Federal. Um encontro entre poesia matuta e literatura marginal.

O CD será vendido a 6,00 R$, e o mesmo acontecerá em frente a casa do Rapper, em uma grande celebração com a comunidade.

O Sarau, com excessão do primeiro, sempre será realizado no 1° sábado de cada mês. Para janeiro já está previsto a mostra e debate do vídeo "Ilha das Flores", Poeta Luiz Vieira, grupos teatrais e Rapper's locais.

Informações, acesse: www.samambaiapoetica.blogspot.com

Realização: Coletivo Hip Hop ArtSam e Aborígine

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Entrevista ao Portal Central Hip Hop


Novos Samplers: Poesia e consciência Aborígine
Data: 03/09/2009

Desde 1998 na caminhada no cenário do Rap Nacional, Markão é Aborígine, artista e educador popular envolvido em movimentos sociais e ONGs do DF, lança agora o seu primeiro CD intitulado “Dia e Noite. Dia Açoite. Noite Fria”.Esse álbum traz letras com forte conteúdo político e protesto,abordandoo mercado de trabalho, preconceito e discrimicação aborto e sexualidade. Abaixo, alguns trechos das idéias sérias de Aborígine.

Central Hip-Hop (CH): O que é o Aborígine?
Aborígine: Aborígine,é um trabalho artístico e social que desenvolvo, integrando a música e oficinas de formação em escolas e organizações em geral. Iniciei minha carreira no ano de 1998, transformando matérias escolares em poesia e em Rap, participando de festivais e mostras escolares no ano de 2000,integrei-me ao Grupo Êxodo, onde fomos vencedores de festivais com a música ‘O Azul de Uma Caneta’, porém um dos integrantes converteu-se ao protestantismo e saiu do grupo, o outro, devido aos estudos e profissão, afastou-se do projeto.

Assim assumo a nomenclatura Aborígine, cujo significado “natural da terra”, é constantemente trabalhado em minhas canções/poesias. Seja fazendo memória de lutadores e lutadoras que brigaram por um Brasil de liberdade e igualdade, ou através do uso de samplers’s de artistas da música romântica brasileira vulgarmente chamada de brega, ou mesmo do repente, cordel.

CH: Como foi a produção do seu CD:
Aborígine: Este ano lancei “Dia e Noite. Dia Açoite. Noite Fria”, meu primeiro álbum contendo 13 faixas musicais, onde pude assinar como produtor de 6 músicas e co-produtor de mais 3, colaborando com Dj’s Qnnyo,responsável por 4 instrumentais e Liso, responsável por uma canção,além de dois sons que foram tocados e gravados em voz e violão.

Estou preparando para este mês um CD de poesias intitulado “A vida em poesia”, composto por poemas de minha autoria e do poeta Luiz Vieira,celébre artista de minha cidade.

CH: Que tipo de Rap você faz? Como são elaboradas as letras?
Aborígine: “Rap amador! Não por falta de profissionalismo, mas por excesso em amor”.Tenho identificação com grupos nacionais como Gog, Face da Morte, SNJ, X (Câmbio Negro), entre outros. Fora do Brasil: Actitude Maria Martha,Valete, Fugees e Mos Def, sendo que gostaria de conhecer mais a fundo cada um destes citados, suas letras, história de vida, militância.

Os temas das minhas canções surgem naturalmente ao se deparar com as realidades. Porém, busco aprofundamento teórico, pesquiso os temas para melhor tratar o assunto. Sempre com a preocupação em relação aos ouvintes, pessoas de todas as idades e gêneros irão ouvir. No CD os temas abordados vão de sexualidade, mercado de trabalho, consumo excessivo de álcool à política e reforma agrária. Busco trabalhar a métrica, mas principalmente a poesia.

CH: Como é a cena no Distrito Federal/Samambaia? Quais grupos se destacam?
Aborígine: Organizada,porém desarticulada. Existem projetos sociais ligados ao Hip-Hop em praticamente todas as cidades, porém agem de forma isolada. Não há um enfrentamento distrital (estadual), ou fórum de Hip-Hop, o que provoca,acredito eu, enfraquecimento do movimento como um todo. Batalhas de breaking e eventos em geral são marcados no mesmo dia, o que provoca redução no número de participantes, pois além das cidades serem longe uma das outras o transporte público do DF tem a passagem mais cara do país.

A mídia especializada em Hip Hop ainda insiste em plantar estilos ou vertentes. Em praticamente todas as rádios se ouve os mesmos grupos e as mesmas músicas. Sempre trazem os mesmos artistas de fora.

Mas em contrapartida há coletivos se organizando e criando seus espaços de divulgação como blogs e sites, eventos onde se prestigiam vertentes como o Underground, político. E desta organização virá uma grande transformação no cenário, acredito e luto por isto.

Citando esta nova cara apresento: Grupo Suburbano’s, música suingada, pra cima,composta por militantes de movimentos sociais, que em suas apresentações buscam interagir com os 4 elementos, Coletivo Aquilombando pelo profissionalismo, com presença de palco indescritível. Coletiva Art. ’vistas, já reconhecido através das rimas dos MCs Rapadura e Maresia, Prédica Febril e Selo Guetunido – Letras conscientes e fortes aliadas a ótima presença em palco, além dedesenvolverem ações sociais e culturais como o evento “P Norte EmAção”. Diga How, representantes do Rap em diversos festivais demúsica, Coletivo ArtSam ao qual faço parte. Muita coisa boa vem sendofeita e produzida.

CH: O que falta no cenário Rap da sua região atualmente?
Aborígine: Articulação,engajamento e formação para se apropriar e empoderar-se de veículos de comunicação, para transmissão de vertentes/linhas musicais existentesdo Rap.

No DF muitas vezes isto fica preso há algumas pessoas/equipes de som e os grupos personificam a dependência. Temos que nos conscientizar que precisamos criar e buscar novos públicos e não somente esperar um lazer, um baile ou uma rádio para mostrar nossos trabalhos. Vamos avante, se inscrever em Festivais, promover Sarau como São Sebastião e Samambaia vêem fazendo, interagir e integrar nossa música nas escolas e apropria-se da ferramenta da internet.

Ao meu ver , falta esta cultura de proximidade, articulação e construção coletiva para superação dos problemas existentes em comunicação,difusão, comercialização, preconceito.

CH: Você acha que o Rap do seu Estado tem dificuldades em se expandir pelo Brasil?
Aborígine: Sim.Pela historicidade do movimento em Brasília. Foi-se criado um rótulo onde diz-se que as músicas do DF são as mesmas, tem o mesmo estilo.Ouvi isto em praticamente todos os estados onde pude ir.

E esta falha na comunicação e difusão do Rap no DF, trazem elementos quecontribuem para isto, porém o externo também não possibilita mudança,temos notícias de experiências de vários estados, mas quando aqui chegam não vêem com uma visão de partilha ou coletividade.

Por Bruno Gil

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Vídeo e letra: O azul de uma caneta



Letra: O azul de uma caneta

Acordo bem cedo, missão encontrar emprego.
Ônibus lotado, mal alimentado, vários do mesmo jeito.
Olhares em que só vejo insegurança
O corpo de pé, mas adormecida a esperança.
Pela janela noto boas condições, privilégios.
Contando moedas para o meu retorno ao inferno
Nessa curta viagem vejo dois mundos
Onde sou um degrau a ser pisado na escada do futuro
Sirvo pra servir, básico ao acabamento.
Barrado na entrada, porta fechada, suspeito, elemento.
Minhas mãos calejadas deram o nó em muitas gravatas
O suor de meu rosto ainda limpa suas privadas
A procura de mais uma chance... Aqui estou
Chegou minha parada minha jornada começou
Avenidas, endereços, entrevistas, imploro.
Dou meu sangue por um subemprego, por favor, vem logo.
Curriculum não tenho, mas me empenho palavra de homem.
Minha agonia se soma a de todos os meus clones.

Nunca, nunca, nunca posso desistir. 2x

Bater de porta em porta e o que vier aceito.
Lavador de chão, peão, servente, pedreiro.
Aceito o que tiver de braços abertos
Só pra ver meu filho com um caderno
Não hei de me render, pois meu Senhor és forte.
Um centavo honesto é um milhão perante o ouro do revolver
Mesmo que do lixo tire meu sustento
Da sobra do restaurante meu alimento
O dinheiro é necessário pro comer, pro vestuário.
Me contento com diárias, mas meu sonho é um salário
E na carteira de trabalho ver o azul de uma caneta
Hoje não realizado! No céu estrelas
Que iluminam meu desgosto, meu entristecer.
Juntamente a uma pergunta: Emprego algum por quê?
Talvez porque o segundo grau não tenha completado
Ou pelo endereço do meu lar, do meu bairro.
Entre o endereço de firmas perdi meu vale transporte
Dormi fora de casa não pode
Se eu pedir eu sei que alguém vai me ajudar
“Sai fora vagabundo tu quer é si drogar”.

Nunca, nunca, nunca posso desistir. 2x

Achei uma cobertura vou deitar, tenta dormir.
Espero que ninguém venha se divertir
Minha carteira de trabalho em branco vira um diário
Onde a caneta azul escreve o triste fato
Mais um dia cansado, sem emprego.
Portas se fechando, o caminho mais estreito.
Escutando insultos, vítima do preconceito.
“Não contrato bandido, não contrato preto”.
Pros homens um suspeito, humilhado pela madame.
Soco, sangue, e como se não fosse o bastante.
Sem emprego, sem experiência.
Será que acordar com consciência?
E ver minha família sem um salário
Ou será que esta noite morrerei queimado?

Nunca, nunca, nunca posso desistir. 2x

Não posso desistir, vou ter que prosseguir, pois a caminhada é árdua na nação;
É triste meu irmão, ver meu filho sem um pão, mas se hoje eu não consigo amanhã eu vou atrás.
Meu filho não vai mais chora, minha mulher vai se alegrar, uma vida boa eu vou lhes dar.
E tirarei as amarguras
O sofrimento, a dor sem cura.
E lhes trarei tudo de bom eu sei. Derrotado nunca serei.

Mãe por que o papai ta demorando?
Será que vai trazer o brinquedo que quero tanto?
Eu vejo em teus olhos que a senhora ta preocupada
A senhora sabe de alguma e não quer me dizer nada
Não, não é nada não, são apenas algumas contas que tenho para pagar
Vai assistir o desenho que já vai começar
Mas a esperança e o desenho foram interrompidos
Acharam na noite passado o corpo de um mendigo
E uma voz inocente que não exita em dizer
Mãe olha o papai na TV.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ato em defesa da Cana do reino

Por conta da especulação imobiliária promovida pelo governo do DF, cerca de mil pessoas marcharam durante a noite em direção a Cana do Reino, área destinada para a criação de moradias para a população de baixa renda, mas que está na mira dos grandes especuladores. A polícia reprimiu brutalmente a população. A mídia, mais uma vez, mentiu sobre tudo.



segunda-feira, 27 de julho de 2009

Eleiçõs para Conselheir@ Tutelar 2009


COMO VOTAR?
Para votar precisa comparecer ao local de votação com os seguintes documentos: Identidade, Titulo Eleitoral e comprovante de Residência, no dia 13 de setembro do corrente ano, no horário das 9:00h às 17:00h. É simples e vale apena! Participem!

MAS O QUE É O CONSELHO TUTELAR? E QUAIS SUAS FUNÇOES?
É um órgão autônomo, permanente não jurisdicional encarregado pela sociedade (por você) para zelar pelos direitos da criança e do adolescente composto de 5 conselheiros escolhidos pela comunidade para um mandato de 3 anos com funções de atender, aconselhar, aplicar as medidas protetivas e de responsabilidade, requisitar serviços públicos, representar ao Ministério Publico quando necessário, encaminhar a autoridade judiciária os casos de sua competência, representar em nome da pessoa e da família conforme a Constituição Federal, assessorar o Poder Executivo local no orçamento para criança e adolescente, entre outras funções. Para ser conselheiro precisa ser maior de 21 anos, morar na cidade há pelo menos um ano e ter idoneidade moral (pessoa correta em tudo). Mais detalhes: leia ECA artigos 131 a 140.

Procure conhecer os candidatos e candidatas de sua cidade!